30/1/09
O AVISO
Existem pessoas que, por sua forma natural de agir, conquistam os demais. Algumas são tão estimadas pelas crianças que passam a ser chamadas de tias, vovôs, sem terem qualquer laço de parentesco.
Assim era com o senhor Raul. Ele fora, durante anos, o professor de História na maior escola daquela cidade.
Aposentado, afeiçoado às crianças e à cultura, ofereceu-se como voluntário na biblioteca pública.
Idealista e idealizador, criou um pequeno espaço, no andar térreo, próximo ao setor de livros infantis, a que denominou o cantinho das histórias.
Todas as tardes, durante um período previamente marcado, ali ficava ele, a encantar os pequenos com suas histórias.
Com o passar dos meses, o número de visitas à biblioteca foi se tornando maior. Em especial as crianças e, de preferência, na hora das histórias de vovô Raul.
Na proximidade do Natal, o bom professor começou a cogitar o que de melhor poderia fazer para comemorar, com a comunidade, o nascimento de Jesus.
Recordou, então, do que fizera Francisco de Assis, no século treze. Por isso, buscou amigos e conhecidos, solicitou ajuda, em recursos e mão de obra, e deu início ao cenário do nascimento do Cristo.
Todos se entusiasmaram com o projeto. Não faltaram voluntários.
Ergueu-se o que deveria parecer um estábulo, colocou-se a manjedoura, a palha, criou-se um ambiente rústico no pequeno canto destinado às histórias do vovô Raul.
Às vésperas do dia de Natal, Raul recolheu-se tarde, após verificar que tudo estava em ordem. Já estavam escolhidos os personagens que, no dia seguinte, dramatizariam o nascimento do menino Jesus.
Nenhum detalhe fora esquecido e sabia-se que grande parte da comunidade acorreria ao evento. Naturalmente, em horários diversos, pois o ambiente não comportava todos de uma única vez.
Mal se deitara, Raul teve a impressão de escutar uma voz que lhe dizia para trocar o local da dramatização para o lado oposto, nos fundos da sala.
Por mais que tentasse conciliar o sono, aquilo não lhe saía da mente. Tanto o atormentou que ele mal dormiu. Levantou-se pela madrugada e foi chamar os seus voluntários para proceder à mudança.
Não conseguia saber porque, mas devia fazer aquilo. Era algo dentro dele que falava alto.
Um tanto cansados, mas respeitosos, concordaram os auxiliares em realizar a mudança do cenário para os fundos da sala, no lado oposto.
Quando a comemoração atingia o auge e a sala se encontrava repleta, um estrondo ensurdecedor se fez ouvir.
Todos se voltaram para o cantinho das histórias, de onde vinha o ruído, e viram aterrorizados um ônibus desgovernado adentrar à biblioteca derrubando prateleiras e livros, parando a poucos passos de onde eles se encontravam.
Foi então que vovô Raul entendeu que foi a Providência Divina, sempre solícita para com os Seus filhos, que lhe inspirou, com insistência, a idéia de realizar a mudança e, na sua intimidade, orou ao divino Pai, agradecendo.
* * *
Muitas vezes, os Espíritos benfeitores nos alertam, através da inspiração, das dificuldades e tropeços que podem ser evitados.
Todas as criaturas são desta forma auxiliadas, mas que nem todas se apercebem.
Existem mesmo as que levam tudo à conta de superstição e crendice, esquecidas de que Deus vela por todos, continuamente, providenciando o socorro devido nas mais diversas ocasiões.
Redação do Momento Espírita.
Em 29.01.2009.
21/1/09
QUE POSSAMOS SER FELIZES
Passamos um tempo a procurar soluções, a buscar formas e maneiras para nos melhorarmos neste plano terreno.
A lamentável corrida contra nós mesmos, nos deixa por vezes atirados ao vento e desmoronados com os resultados, mas no próximo momento, descobrimos que é aprendizedo e seguimos em frente.
E assim, continuamos nossa caminhada buscando o aperfeiçoamento, o amor, o conhecimento, não podemos perder tempo com devaneios, não devemos perder tempo pensando se podemos, poderemos sim, sempre que quizermos mudarmos para melhor, depende de nós, depende do amor que esta em nosso coração.
Li um livro cujo titulo é; DÁ TRABALHO SER FELIZ, MAS VALE A PENA.
Porque dá trabalho ser feliz? Porque vivemos constantemente momentos infelizes?
Porque buscamos a felicidade aonde jamais encontraremos!…
A felicidade esta dentro de nós, em nossas atitudes, no amor que emanamos por nossos familiares, nossos amigos. Se deixarmos simplesmente falar nosso coração e brotar este amor que emana de nós, poderemos ser felizes a cada dia de nossa existência terrena.
Que possamos estar unidos sempre no amor maior, na compreensão, no entendimento, na benevolência com nosso irmão de caminhada.
QUE POSSAMOS SER FELIZES
Denize Molarinho
11/12/08
FELICIDADE

“A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não do estado material do meio onde se encontra”, segundo Kardec. Por toda parte há vida e movimento, por isto a uma felicidade relativa para todos os progressos e para todos os deveres cumpridos. Cada um de nós leva consigo os elementos de sua felicidade na razão da categoria em que coloca o seu grau de adiantamento.
A felicidade está em toda a parte onde haja espíritos capazes de senti-la, mas o que precisamos saber é que ao contrário do que a maioria da humanidade pensa a felicidade não é algo pessoal, se só a encontrássemos em nós mesmos, se não pudéssemos fazer com que outros a partilhassem, ela seria egoísta e triste, ela está exatamente na comunhão de pensamentos que unem espíritos simpáticos.
A maior felicidade que nos é lícita sentir na terra é a felicidade que podemos proporcionar a alguém. Há uma medida de felicidade comum a todos os homens; a posse do necessário para a vida material, consciência tranqüila e a fé no futuro para a vida moral.
Vamos traçar algumas situações que nos provoquem uma análise madura sobre o conceito de felicidade.
Na obra de Kardec, O Céu e o Inferno no 3º capítulo encontramos um comentário bastante interessante, que cito; se encontrarem-se em um concerto dois homens, um bom músico de ouvido educado e outro desconhecedor da música de sentido auditivo pouco delicado, o primeiro experimentará sensação de felicidade enquanto o segundo permanecerá insensível, porque um compreende e percebe o que nenhuma impressão produz no outro, demonstrando que a felicidade é uma sensação, um estado de espírito.
Ha uma história de um velho que vivia com seu filho em um forte abandonado, certo dia seu cavalo que era tudo o que tinha fugiu, os vizinhos compadecidos vieram expressar-lhe a tristeza pela falta de sorte.
Ele perguntou aos vizinhos: Como sabeis que é má sorte?
Alguns dias após o cavalo fujão retornou, trazendo consigo vários cavalos, cada qual mais lindo que o outro, os vizinhos vieram felicitá-lo pela sorte de ter ganhado tantos cavalos.
Quando novamente ele perguntou: Como sabeis que isso é sorte? Tornando-se frio as efusivas felicitações.
O seu filho excitado diante de tantos cavalos resolveu com ansiedade cavalgar em todos. Fez tantas artes que caiu e quebrou uma perna, apareceram novamente os vizinhos apresentando-lhe os sentimentos por tão desagradável acontecimento.
O velho perguntou novamente: Como ainda sabem vocês que se trata de uma má sorte?
Eis que poucos dias depois se iniciou a guerra, como seu filho estava com a perna quebrada não foi convocado deixando de sofrer nas frentes de batalha e de morrer estupidamente. A atitude do velho destaca a necessidade das referências essenciais para podermos avaliar o conceito da relativa felicidade.
Lá no início de nossas vidas no natural imediatismo da imaturidade o jovem mergulha por inteiro atrás das conquistas que lhe proporcionam prazer, embrenhando-se nas teias das amarguras morais que levam um longo tempo para cicatrizar. Que relação podemos apresentar ao jovem sobre os elementos de causa e efeito dos atos impensados ou desregrados?
O processo científico e tecnológico através das maravilhas que propicia o homem, criou os mais complexo meio de divulgação que se associando a ausência de uma moral sólida geraram um vasto mecanismo de publicidade em torno das fraquezas juvenis, podemos observar a invasão de filmes indevidos(pornográficos), novelas imorais, propagandas levianas, revistas especializadas em coisas ruins que estão poluindo a estrutura mental de jovens inexperientes, neste contexto a juventude que busca a felicidade, sem padrões definidos pelo comportamento sadio projeta-se em uma perspectiva cada vez mais próxima da derrota total dos valores éticos da sociedade; por tanto precisamos ensinar ao nossos jovens a superar os instintos, eliminando-os com as conquistas da razão.
Segundo Joanna de Angelis: “Necessariamente não é feliz o homem em possuir ou deixar de possuir, mas pela forma como possui, ou como encara a falta da posse”. Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos, quem se aceita como é doando a vida o melhor que tem caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser. A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizemos para os outros. A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira proporcionar.
A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranqüila. Se desejarmos ser felizes verdadeiramente e ainda temos conosco determinados complexos de culpa, comecemos a buscar a própria libertação, abraçando o trabalho em favor dos semelhantes e o processo de reparação desse ou daquele dano que possamos ter causado em prejuízo de alguém. Vamos estudar a nós mesmos, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem a mesma é impossível ser feliz. Amor é à força da vida e o trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade, se pararmos de nos lamentar, notaremos que a felicidade está chamando nossos corações para a vida nova.
Felicidade é a conquista íntima de todos os que se encontram na terra, nascidos em berço de ouro ou de palha, homenageados ou desprezados, belos ou feios, pois são feitos do mesmo barro fraco de carne, e experimentam de uma ou de outra forma, vicissitudes, decepções, doenças e desconforto. Ninguém no mundo terreno vive em regime especial. Se deseja ser feliz vive cada momento de forma integral, reunindo as cotas de alegrias, esperança, sonho e de benção. A felicidade não são coisas: é um estado interno uma emoção, abençoa os acidentes de percurso que denominas como ruins, segue na direção das tuas metas e veras então, quantas concessões de felicidade pela frente estarão aguardando por ti.
Quem avança monte acima pisa pedregulhos que ferem os pés, mas também flores miúdas e verdejantes relvas, que teimam em nascer ali, expondo beleza ao chão. “Reúne estas flores em um ramalhete, toma das pedras pequeninas fazendo colares, e descobrirás que para a criatura ser feliz basta amar e saber discernir nas coisas e no sucesso da marcha à vontade de Deus e as necessidades para a evolução.”(Joanna de Angelis).
CONCLUINDO E ANALISANDO, EM UM MUNDO ONDE SE GASTA OITOCENTOS BILHÕES DE DÓLARES, POR ANO, NA COMPRA DE ARMAMENTO ISTO NO CHAMADO TEMPO DE PAZ O QUE EQUIVALE A UM MILHÃO E QUATROCENTOS MIL DÓLARES POR MINUTO, NESSE MESMO MINUTO TRINTA CRIANÇAS MORREM DE FOME. MAIS TRINTA MILHÕES DE PESSOAS MORREM DE FOME POR ANO ENQUANTO UM MILIONÁRIO COMPRA EM UM LEILÃO TACOS DE GOLFE POR UM MILHÃO DE DÓLARES E NO BRASIL ONDE TRINTA MILHÕES DE PESSOAS SOFREM DE TRANTORNOS MENTAIS, COMO NEUROSES, EPILEPISIA, PSICOSES VARIAS, ESQUIZOFRENIA, ALÉM DE SEIS MILHÕES DE ALCOÓLATRAS FICA MAIS FACIL ENTENDER PORQUE A Felicidade é um sentimento que a gente sente,
quando sente que vai sentir,
sentimento que jamais sentimos.
Uma contribuição de DENIZ MOLARINHO
3/11/08
ONDE ESTÃO NOSSOS AMORES
Quando as sombras da morte arrebatam nossos amores, um punhal se crava em nosso coração.
A dor moral é tamanha, a sensação de perda é tão grande que o corpo inteiro se retesa e sente dores.
À medida que os dias se sucedem e as horas avançam, tristonhas, acumulando dias, a ausência da presença amada mais se faz dolorida.
Então, revolvemos nossas lembranças e no Banco de Dados da nossa memória, vamos recordar dos momentos felizes que juntos desfrutamos.
Recordamos das viagens, das pequenas coisas do dia a dia, dos aniversários, das tolices.
E até das rusgas, dos pequenos embates verbais que, por convivermos tão próximos, aconteceram, ao longo dos anos.
Se o ser amado é um filho, ficamos a rememorar os primeiros passos, as palavras iniciais, os balbucios. E a noite da saudade vai se povoando de cenas que tornamos a viver e a sentir.
Recordamos o dia da formatura, as festas com os amigos, as ansiedades antes das entrevistas do primeiro emprego. Tantas coisas a rememorar…
Acionamos as nossas recordações e, como um filme, as cenas vão ali se sucedendo, uma a uma, enquanto a vertente das lágrimas extravasa dos nossos olhos.
Se se trata do cônjuge, vêm-nos à lembrança os dias do namoro, os tantos beijos roubados aqui e ali, as mãos entrelaçadas, os mil gestos da intimidade…
Na tela mental, refazemos passos, atitudes, momentos de alegria e de tristeza, juntos vividos e vencidos.
Pais, irmãos, amigos, colegas. A cada partida, na estatística de nossa saudade, acrescentamos mais um item.
E tudo nos parece difícil, pesado. A vida se torna mais complexa sem aqueles que amamos e que se constituíam na alegria de nossos dias.
Vestimo-nos de tristeza e desaceleramos o passo da própria existência.
Como encontrar motivação para a continuidade das lutas, se o amor partiu?
Como prosseguir caminhando pelas vias da solidão e da saudade?
* * *
Nossos amores vivem e nos vêem, nos visitam. Não estão mortos, apenas retiraram a vestimenta a que nos habituáramos a vê-los.
Substituíram as vestes pesadas por outras diáfanas, vaporosas. Mas continuam conosco.
Por isso, não contribuamos para a sua tristeza, ficando tristes.
Eles, que nos amaram, continuam a nos amar com a mesma intensidade e nos desejam felizes.
Por isso nos visitam nas asas do sonho, enquanto o sono nos recupera as forças físicas.
Por isso nos abraçam nos dias festivos. Transmitem-nos a sua ternura, com seus beijos de amor.
Sim, eles nos visitam. Eles nos acompanham a trajetória e certamente sofrem com nossa inconformação, nosso desespero.
Eles estão libertos da carne porque já cumpriram a parte que lhes estava destinada na Terra: crianças, jovens, adultos ou idosos.
Cada qual tem seu tempo, determinado pelas sábias Leis Divinas.
* * *
Quando as dores da ausência se fizerem mais intensas, ora e pede a Deus por ti e por teus amores que partiram.
E Deus, que é o amor por excelência, te permitirá o reencontro pelos fios do pensamento, pelas filigranas da prece, na intimidade da tua mente e do teu coração.
Utiliza essa possibilidade e vive os anos que ainda te faltam, com nobreza, sobre a Terra.
Redação do Momento Espírita.
Em 31.10.2008.
14/5/08
MÃE
Esta palavra discreta e pequena que representa o universo em nossas vidas, representa o caminho, a união, o amor, o amanhecer.
Esta palavra grandiosa que traz a nossa lembraça a Mãe de Jesus e pelos caminhos e ensinamentos que ela nos deixou, aprendemos nossa caminhada terrena.
Somos mulheres fortes, lutamos, buscamos, defendemos nossos filhos. Choramos baixinho para que não percebam, velamos o sono dos pequeninos quando estão em seus sonhos, caminhamos seus passos, ensinamos para a caminhada do bem.
Pela bondade máxima do Pai, somos mãe. Pelo entendimento e aceitação voltamos ao plano terreno para sermos mãe e fazermos o que dita nosso coração.
Sejamos mãe sempre, em todos os momentos de nossa vida terrena. Sejamos mãe compreensiva, companheira, mestra, amiga. Não nos separemos jamais de nossos filhos, ainda que a vida nos peça. Estejamos com o nosso coração presente, independente do passar dos anos, independente da distância, independente dos problemas que possamos ter com nossas crianças. Lembremos sempre, temos a maravilhosa missão de estarmos neste plano terreno e sermos mãe. A missão do ensinamento e encaminhamento do ser pequenino que chega aos nossos braços.
Tenhamos confiança, amemos nossas crianças com a certeza de um futuro melhor.
Denize Molarinho
21/3/08
PÁSCOA!

Páscoa é ser capaz de mudar,
é partilhar a vida na esperança,
é lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
Páscoa é dizer sim ao amor e à vida,
é investir na fraternidade,
é lutar por um mundo melhor,
é vivenciar a solidariedade.
Páscoa é ajudar mais gente a ser gente,
é viver em constante libertação,
é crer na vida que vencer à morte.
Páscoa é renascimento, é recomeço,
é uma nova chance para melhorararmos
as coisas que não gostamos em nós.
Para sermos mais felizes por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho e vermos
que hoje somos melhores do que fomos ontem.
(Autor desconhecido)
Contribuição de Aurora Ferreira
3/3/08
NOSSO SITE ESTÁ NO AR
Caros Amigos,
A Equipe LUZ ESPÍRITA, informa a publicação de seu site.
Pensando em vocês e na divulgação da Doutrina Espírita, resolvemos construir um SITE, para melhor veiculação.
Agradecemos a todos, pela presença constante no nosso blog, o qual continuará ativo, conjuntamente com o nosso outro Blog, em prol ca causa Espírita.
Visite o nosso Site:
www.luzespirita.com
11/2/08
LAÇOS DE FAMILIA

OS LAÇOS DE FAMÍLIA NÃO SÃO DESTRUIDOS PELA REENCARNAÇÃO, COMO PENSAM CERTAS PESSOAS; AO CONTRÁRIO ELES SÃO FORTALECIDOS E SE ESTREITAM; É O PRINCÍPIO OPOSTO QUE OS DESTRÓI.
(Cap. IV p 18 do Evangelho Segundo o Espiritismo)
Neste princípio básico da vida na fase da reencarnação é que precisamos mostrar nossos caminhos e caminhada ao Criador.
Precisamos dar as mãos a nossos irmãos de jornada e buscarmos o aperfeiçoamento de nosso espírito.
Quem são nossos irmãos de jornada? São muitos, poderemos começar com a nossa família, a qual escolhemos para reencarnar, esta família grandiosa que nos acolheu e recebeu no dia da nossa reencarnação, esta família terrena que esta disposta a nos guiar e nos mostrar o caminho a trilhar.
O Lamentável é a distância que formamos a passos largos do convívio terreno e do aprendizado do Pai, esquecemos aqui neste plano, o que planejamos no plano espiritual, esquecemos o amor que nos trouxe para o aperfeiçoamento.
Mas é tempo de refletirmos, é tempo de voltarmos nossa mente ao bem, ao amor, ao caminho.
É tempo de unirmos nossos corações e nossos espíritos em uma só voz.
É tempo de ouvirmos nossa voz interior.
É tempo de abrirmos as portas fechadas e mergulhadas na escuridão.
É tempo de deixarmos a luz entrar em nossa vida , iluminando a todos que escolhemos para trilhar junto a nós nesta caminhada terrena.
É tempo do AMOR, da PAZ, da COMPREENÇÃO.
É tempo de sermos felizes.
Denize Molarinho
26/9/07
MÃES MÁS

Um dia quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: " Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram).
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci… Porque no final vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer: "Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo…".- As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
E ela nos obrigava a jantar a mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails). Era quase uma prisão.
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe dissemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis.
Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa ( só para ver como estávamos ao voltar). Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência:
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. FOI TUDO POR CAUSA DELA.
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como minha mãe foi.
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: "NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS".
Carlos Hecktheuer (Médico Psiquiatra)
Recebi esta mensagem de minha filha, ela também dizia na mensagem: - Obrigada mãe e pai por terem sido maus comigo, hoje estou viva, tenho uma linda familia, amo muito vocês. Minha filha tem 35 anos.
Denize Molarinho

criado por luzespirita
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