20/10/07
VOCÊ E OS OUTROS
Amigo, atendamos ao apelo da fraternidade.
Abra a própria alma
às manifestações generosas para com todos os seres,
sem trancar-se na torre de falsas situações,
à frente do mundo.
A pretexto de viver com dignidade,
não caminhe indiferente ao passo dos outros.
Busque relacionar-se
com as pessoas de todos os níveis sociais,
erguendo amigos além das fronteiras do lar,
da fé religiosa e da profissão.
Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática
que geram a frieza e sufocam a simpatia.
Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.
Não crie exceções na gentileza,
para com o companheiro menos experiente ou menos educado,
nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.
Não deixe meses,
sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos,
como quem lhe ignora os sofrimentos.
Não condiciones as relações com os outros
ao paletó e à gravata,
às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes,
que possam mostrar.
Não se escravize a títulos convencionais
nem amplie as exigências da sua posição em sociedade.
Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.
Trave conhecimento com os vizinhos,
sem solenidade e sem propósito de superioridade.
Faça amizades desinteressadamente.
Aceite o favor espontâneo e preste serviço,
também sem pensar em remuneração.
Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.
Saiba viver com todos,
para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.
Quem se encastela na própria personalidade
é assim como o poço de água parada,
que envenena a si mesmo.
Seja comunicativo.
Sorria à criança.
Cumprimente o velhinho.
Converse com o doente.
Liberte o próprio coração,
destruindo as barreiras de conhecimento e fé,
título e tradição, vestimenta e classe social,
existentes entre você e as criaturas e a felicidade,
que você fizer para os outros,
será luz da felicidade sempre maior,
brilhando em seu caminho.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Apostilas da Vida.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
5a edição. Araras, SP: IDE, 1993.

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