27/10/09
UM DEUS
Quando a tristeza toma conta de nossos corações e nos sentimos fragilizados, sentimos que não estamos sós, sabemos que temos uma mão amiga a nos estender um carinho, um abraço, uma palavra de conforto.
Nossos amigos estão a nossa volta, no plano espiritual e no plano material, basta que abramos a porta e os deixemos entrar.
Sabemos que tudo é passageiro, sabemos que tudo que enfrentamos no plano material é ensinamento e aprendizado, sabemos que por um motivo da mão Divina enfrentaremos obstáculos para que saiamos mais fortalecidos e possamos entender os verdadeiros motivos de nossa passagem terrena.
Poderemos sentir a mão amiga a nossa volta, basta que tenhamos aos nossos olhos algumas palavras do Evangelho, este amigo que esta ali ao nosso alcance.
Nossos amigos no plano material nos estendem a mão sempre, cada um de sua maneira e suas possibilidades, o importante e que saibamos receber todos, juntaremos muitas energias e nos sentiremos mais fortalecidos.
A tristeza esta dentro do coração, apertando, doendo, mas abramos a porta e deixemos entrar aqueles que querem nos ver sorrir.
Denize Molarinho

A paz no mundo começa dentro de mim
quando eu me aceito, de corpo e alma,
e reconheço meus defeitos, com paciência e calma,
e em vez de me fragmentar em mil pedaços
eu me coloco inteiro no que penso, sinto e faço
passageiro no tempo e no espaço,
sem nada para levar que possa me prender
sem medo de errar e com toda vontade de aprender
A paz no mundo começa entre nós
quando eu aceito o teu modo de ser
sem me opor ou resistir
e reconheço tuas virtudes
sem te invejar ou me retrair,
e faço das nossas diferenças
a base da nossa convivência
e em lugar de te dividir em mil personagens
consigo ver-te inteiro, nu, real,
sem nenhuma maquiagem,
companheiros da mesma viagem
no processo de aprendizagem do que é ser gente A paz no mundo começa
quando as palavras se calam
e os gestos se multiplicam
quando se reprime a vergonha
e se expressa a ternura
quando se repudia a doença
e se enaltece a cura
quando se combate a normalidade que virou loucura
e se estimula o delírio de melhorar a humanidade,
de construir uma outra sociedade,
com base numa outra relação,
em que amar é a regra, e não mais a exceção.
Geraldo Eustáquio de Souza

Denize Molarinho

Existem pessoas que, por sua forma natural de agir, conquistam os demais. Algumas são tão estimadas pelas crianças que passam a ser chamadas de tias, vovôs, sem terem qualquer laço de parentesco.
Assim era com o senhor Raul. Ele fora, durante anos, o professor de História na maior escola daquela cidade.
Aposentado, afeiçoado às crianças e à cultura, ofereceu-se como voluntário na biblioteca pública.
Idealista e idealizador, criou um pequeno espaço, no andar térreo, próximo ao setor de livros infantis, a que denominou o cantinho das histórias.
Todas as tardes, durante um período previamente marcado, ali ficava ele, a encantar os pequenos com suas histórias.
Com o passar dos meses, o número de visitas à biblioteca foi se tornando maior. Em especial as crianças e, de preferência, na hora das histórias de vovô Raul.
Na proximidade do Natal, o bom professor começou a cogitar o que de melhor poderia fazer para comemorar, com a comunidade, o nascimento de Jesus.
Recordou, então, do que fizera Francisco de Assis, no século treze. Por isso, buscou amigos e conhecidos, solicitou ajuda, em recursos e mão de obra, e deu início ao cenário do nascimento do Cristo.
Todos se entusiasmaram com o projeto. Não faltaram voluntários.
Ergueu-se o que deveria parecer um estábulo, colocou-se a manjedoura, a palha, criou-se um ambiente rústico no pequeno canto destinado às histórias do vovô Raul.
Às vésperas do dia de Natal, Raul recolheu-se tarde, após verificar que tudo estava em ordem. Já estavam escolhidos os personagens que, no dia seguinte, dramatizariam o nascimento do menino Jesus.
Nenhum detalhe fora esquecido e sabia-se que grande parte da comunidade acorreria ao evento. Naturalmente, em horários diversos, pois o ambiente não comportava todos de uma única vez.
Mal se deitara, Raul teve a impressão de escutar uma voz que lhe dizia para trocar o local da dramatização para o lado oposto, nos fundos da sala.
Por mais que tentasse conciliar o sono, aquilo não lhe saía da mente. Tanto o atormentou que ele mal dormiu. Levantou-se pela madrugada e foi chamar os seus voluntários para proceder à mudança.
Não conseguia saber porque, mas devia fazer aquilo. Era algo dentro dele que falava alto.
Um tanto cansados, mas respeitosos, concordaram os auxiliares em realizar a mudança do cenário para os fundos da sala, no lado oposto.
Quando a comemoração atingia o auge e a sala se encontrava repleta, um estrondo ensurdecedor se fez ouvir.
Todos se voltaram para o cantinho das histórias, de onde vinha o ruído, e viram aterrorizados um ônibus desgovernado adentrar à biblioteca derrubando prateleiras e livros, parando a poucos passos de onde eles se encontravam.
Foi então que vovô Raul entendeu que foi a Providência Divina, sempre solícita para com os Seus filhos, que lhe inspirou, com insistência, a idéia de realizar a mudança e, na sua intimidade, orou ao divino Pai, agradecendo.
* * *
Muitas vezes, os Espíritos benfeitores nos alertam, através da inspiração, das dificuldades e tropeços que podem ser evitados.
Todas as criaturas são desta forma auxiliadas, mas que nem todas se apercebem.
Existem mesmo as que levam tudo à conta de superstição e crendice, esquecidas de que Deus vela por todos, continuamente, providenciando o socorro devido nas mais diversas ocasiões.
Redação do Momento Espírita.
Em 29.01.2009.
Passamos um tempo a procurar soluções, a buscar formas e maneiras para nos melhorarmos neste plano terreno.
A lamentável corrida contra nós mesmos, nos deixa por vezes atirados ao vento e desmoronados com os resultados, mas no próximo momento, descobrimos que é aprendizedo e seguimos em frente.
E assim, continuamos nossa caminhada buscando o aperfeiçoamento, o amor, o conhecimento, não podemos perder tempo com devaneios, não devemos perder tempo pensando se podemos, poderemos sim, sempre que quizermos mudarmos para melhor, depende de nós, depende do amor que esta em nosso coração.
Li um livro cujo titulo é; DÁ TRABALHO SER FELIZ, MAS VALE A PENA.
Porque dá trabalho ser feliz? Porque vivemos constantemente momentos infelizes?
Porque buscamos a felicidade aonde jamais encontraremos!…
A felicidade esta dentro de nós, em nossas atitudes, no amor que emanamos por nossos familiares, nossos amigos. Se deixarmos simplesmente falar nosso coração e brotar este amor que emana de nós, poderemos ser felizes a cada dia de nossa existência terrena.
Que possamos estar unidos sempre no amor maior, na compreensão, no entendimento, na benevolência com nosso irmão de caminhada.
QUE POSSAMOS SER FELIZES
Denize Molarinho